sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Pai, afasta de mim e se cale-se.

Oi gente!!!

Falei que hoje eu estava inspirada e que eu iria fazer duas postagens!!!

Ontem eu estava ouvindo a musica Cálice do meu lindo Chico Buarque. E é uma musica muito séria, muito triste, mas também muito bonita. Eu nunca tinha parado para pensar que nessa música ele faz uma brincadeira com as palavras "cálice" e "cale-se" fazendo uma alusão à censura, porque como todos nós sabemos o Chico Buarque foi censurado e exilado na época da ditadura.


Segue aqui um verso dessa música:

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)


E olhando todo esse cenário que eu acabei de descrever eu fico me perguntando: Por que nós (e eu desde já me incluo nesse grupo), por que não nos revoltamos hoje em dia como se revoltaram tantas pessoas tempos atrás? Por que aceitamos tudo isso que está acontecendo? Quando foi que fechamos os olhos para as injustiças? Quando foi que passamos a aceitar tanta coisa errada acontecendo no nosso país? Quando foi que começamos a aceitar a péssima qualidade da saúde? Quando foi que começamos a aceitar que um parlamentar tenha uma condição de vida de um lord enquanto que um chefe de família viva como um salário mínimo que mal dá para se alimentar? Quando foi que aceitamos nos submeter a isso? Cadê o gigante que tinha acordado? Não era só pelos R$0,20, então pelo o que era? 

Ana.

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