terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Emma Holten uma mulher de fibra.

Eu me lembro quando eu estava no colegial tinha uma menina, de nome fictício Clara, que teve o seu computador invadido pelos próprios colegas de classe, e eles encontraram várias fotos dela de biquini, algumas sem a parte de cima do biquini, outras sem a parte de baixo e sem a parte de cima. 
E o que esses meninos fizeram? Olharam as fotos e voltaram para suas vidas normais? Claro que não, como todo belo exemplar de moleque criado em uma sociedade machista que eram, copiaram todas as fotos e colocaram na internet para ridicularizarem a Clara em frente à toda a escola e cidade.
Resultado, a Clara não frequentava mais as aulas, e se mudou para a cidade que o pai dela morava porque não aguentava mais ser incomodada com brincadeirinhas sem graça.


Corta para 2013, Dinamarca, a jovem Emma Holten teve suas fotos expostas na internet pelo seu ex namorado após um rompimento do casal. Provavelmente sofreu os mesmos tipos de ridicularizações que a Clara da minha escola sofreu. Mas acontece que por mais que a Emma estivesse exposta, ela achava que não tinha problema o nu. E eu tenho que concordar com ela, afinal qual é o problema do nu?
E Emma colocou fotos dela mesma sem roupas na internet. As fotos foram feitas por uma fotógrafa em seu apartamento em situações cotidianas. 
As fotos são lindas e nos leva a refletir. Para Emma, esse é um modo de retratar a si mesma como um ser humano e não como um objeto sexual. Além disso, nos leva a pensar que fotos tiradas com o consentimento das pessoas são totalmente diferente daquelas compartilhadas sem o conhecimento da vitima, com a intenção de humilhá-la.

Ana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário