quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Somos todos Charlie, Gandhi e Martin Luther King.

Não entendo como a raça humana é capaz de tanta barbárie com seus semelhantes. Somos todos iguais, a religião, a raça ou a nacionalidade não nos diferencia e nem nunca nos diferenciou. Fico eternamente dilacerada quando vejo atentados como o que ocorreu na França recentemente.
O jornal francês Charlie Hebdo, que exercia o seu livre direito de liberdade de imprensa e era muito famoso por fazer críticas controversas às religiões foi invadido por três homens que se sentiram ofendidos com uma publicação do jornal, perguntaram "Quem é o Charlie?", fazendo uma alusão ao nome do jornal Carlie Hebdo, e um dos cartunistas que coincidentemente se chamava Charlie respondeu " Je suis Charlie", em tradução para o português "Eu sou Charlie". E essas foram suas últimas palavras, os três homens atiraram, assassinaram 12 pessoas e deixaram 11 feridos.

O cartunista Charb, do Charlie Hebdo, morto no atentado

Corta para 1869 e encontramos Gandhi, o líder do movimento de independência da Índia, liderava uma revolução pacífica, sem violência, e foi morto por um extremista. No momento em que foi baleado ele proferiu as suas ultimas palavras "que Deus te abençoe", Gandhi abençoou o seu assassino.


Corta para 1968 e encontramos Martin Luther King, um pastor lider do movimento pelos direitos dos negros nos Estados Unidos. Martin Luther King também pregava uma protesto pacífico, ou seja, se os negros fossem provocados não deveriam revidar com violência, deveriam sim lutar pelos seus direitos, mas sempre sem violência. Martin Luther King foi morto por um tiro no peito na sacada do hotel em que se hospedava 24 horas após discursar.


O que essas três histórias têm em comum? São todas histórias de violência, são todos atentados contra o livre direito de se expressar, contra o livre direito de protestar, contra o livre direito de ter uma opinião contrária. Quando atentados como esse ocorrem são atentados que tem como motivo principal o preconceito e a discriminação.
Toda essa violência poderia ser evitada se aprendêssemos a respeitar as diferentes opiniões e além de tudo respeitássemos o ser humano.
E termino essa postagem com a mais famosa frase de Voltaire: "Posso Não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo"

Sem mais, Ana.

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